O trabalho de Reabilitação de Fauna realizado na Fundação Zoonit, único zoológico a realizar esse tipo de atividade no Brasil, que consiste no resgate, tratamento e devolução da fauna silvestre ao seu habitat de origem. São animais vindos das mais diversas partes, vítimas de caçadores, queimadas, poluição, maus tratos, contaminações diversas e etc. Esse é um trabalho de extrema importância no que se refere à conservação e preservação da biodiversidade, uma vez que atenua em muito as ações do homem sobre o meio ambiente. Esses animais trazidos são tratados, medicados e tem suas capacidades de viver na natureza recuperadas, e assim podem regressar à liberdade.
Nosso zoológico já resgatou e reabilitou, uma imensidão de espécies como jacarés, tamanduás, pingüins, tartarugas-marinhas, cobras, gambás, quatis, fragatas, gaviões, corujas, ouriços e etc. Muitos dos animais recebidos na Fundação Zoonit, chegam através dos bombeiros e de voluntários por diversas razões, conheça abaixo as principais.
O desmatamento consiste na destruição da cobertura vegetal, realizada pelo homem com os mais variados fins desde a indústria e a agricultura como a expansão urbana. O desmatamento é um sério problema em nosso país em desenvolvimento, uma vez que pouco se faz para manter um desenvolvimento sustentável pondo em risco uma das mais ricas redes florestais do planeta. O desflorestamento não só põe fim a cem ou mil árvores, ele simplesmente destrói toda a capacidade de reprodução dessas mesmas árvores, como também irá destruir o lar de milhões de outras criaturas que não mais terão alimentos, áreas de reprodução e etc. Como se não bastasse todo esse problema, as florestas constituem duas grandes funções ecológicas: a manutenção dos mananciais e fontes de água, como também a reciclagem do ar e do solo. Dessa forma podemos perceber que no processo de devastação das matas, estamos iniciando uma cadeia de graves problemas ecológicos.
Devemos então buscar uma conscientização da sociedade como um todo, na criação de iniciativas de reflorestamento e preservação, que evidentemente devem ser ações integradas entre a sociedade e o governo. Sendo que cabe a esse último a fiscalização e o controle das ações atividades humanas sobre as florestas. Vale relembrar um trecho de nosso belo Hino Nacional: "Nossos bosques têm mais vida" e se pensarmos que de fato nosso Brasil é o país com maior biodiversidade do planeta, é urgente que criemos medidas de controle e preservação de nossas matas para que possamos garantir a verdade desse título para as futuras gerações.
A poluição pode ser entendida como o efeito da liberação de partículas líquidas, gasosas ou sólidas que contaminam o ar, as águas e o solo. Essa emissão quando ocorre em quantidade superior à capacidade de absorção e de renovação do meio ambiente, provoca um desequilíbrio ecológico que interfere na vida e em todo o sistema que rege a natureza.
A poluição do ar é realizada através da emissão de gases tóxicos na atmosfera, causando inúmeros danos à saúde humana como também animal. As partículas concentradas formam grandes catástrofes ecológicas como o efeito estufa e em menor escala a chuva ácida. O efeito estufa é causado pelo acúmulo de gás carbônico (CO2) proveniente das indústrias e veículos, que sofrem a radiação vinda do sol, e assim vão aquecendo e alterando a temperatura de todo o planeta, provocando o derretimento das calotas e elevando o nível dos mares. Já a chuva ácida é fruto das chuvas que caem impregnadas de substâncias, contaminando assim o solo e a água.
A poluição das águas é conseqüência do despejo de detritos nos mares, rios e mananciais. Muitos animais sucumbem ao acúmulo de matéria orgânica em quantidade infinitamente superior ao potencial de renovação da natureza, gerando assim um terrível cenário de morte e doenças. Outro grande problema que atinge principalmente os rios e lagos, são a liberação de aditivos químicos proveniente das fábricas e da agricultura. Esses elementos podem provocar doenças e alterações metabólicas em todos os componentes dos ecossistemas aquáticos. E por último e em posição de destaque sobretudo na realidade de nossa região, está a poluição dos mares ocasionada pelos vazamentos de derivados do petróleo. Além de ilustrar cenas extremamente chocantes visualmente, acarreta danos quase que irreversíveis ao meio ambiente. O óleo deposita-se no assoalho marinho por décadas, afetando os animais da região a longo prazo, sem falar em seus primeiros efeitos de contaminação direta de pássaros, golfinhos, tartarugas e etc.
Por último falemos da poluição do solo, essa é resultado direto dos aterros sanitários, da chuva ácida, e dos aditivos aplicados nas lavouras. A poluição do solo tem efeito na germinação e equilíbrio das coberturas vegetais, sendo extremamente danosa quando excede a capacidade de reciclagem do próprio solo e das plantas, podendo impedir o crescimento de algumas espécies e alterando assim toda a rede de interdependência que rege vegetais e animais.
Podemos incluir também como poluição, a confusão sonora que ocorre sobretudo nas grandes cidades, mas também nos oceanos através dos sons provocados pelas navegações e atividades petroleiras. O efeito do estresse gerado pelo barulho excessivo pode gerar alterações nos animais como mudanças em seu comportamento, desorientação em suas migrações, inibição dos processos de reprodução e muitos outros.
No processo de retirada de um animal da natureza, não se está simplesmente condenando esse animal a perder para sempre sua liberdade, mas também quebrando um elo entre várias outras espécies que com ele se relacionam. Esse raciocínio embora pareça exagerado, é fundamental para compreendermos o grave problema do tráfico em nosso país. Ao capturar por exemplo, um papagaio de seu ambiente, estamos privando sua condição de controlador de pragas de uma determinada planta, semeador de outra, comensal de outros animais e até mesmo a importante função de presa de outro. Sem falar é claro de que se está privando eternamente a possibilidade de sua reprodução e propagação de seus genes para a natureza. Sendo assim ecologicamente falando, o aparentemente inocente louro da vovó, tartaruguinha do vizinho e o coleirinho do jornaleiro estão na lista daqueles animais que deixaram de cumprir sua função biológica e estarão eternamente condenados ao cativeiro.
Outro terrível aspecto do tráfico é a forma de como essa atividade terrível e ilegal é praticada. Inicialmente no momento da retirada da mata, as mães desses animais muitas vezes são mortas para que seja mais fácil o saque a seus ninhos. Os animais também são submetidos à armadilhas que podem machucá-los e gerar problemas irrecuperáveis. Como se já não bastasse toda essa tragédia, eles ainda enfrentam a pior parte: o transporte. É durante o transporte que mais de um terço dos animais que vêm das florestas morre. Amontoados eles sucumbem à falta de alimento, água e até ar. Muitos são mutilados para que sintam dores e assim não emitam sons que denunciariam seus traficantes. E no fim de tudo isso ainda percebe-se mais crueldade, para que na hora da venda esses animais demonstrem maior domesticação e docilidade para assim serem mais facilmente vendidos, eles são submetidos a uma enorme gama de maus tratos como mutilações, drogas tranqüilizantes e até mesmo cegueira por meio de fogo ou agulhadas.
Dessa forma percebe-se a necessidade de se conter esse tipo de crime contra a vida, que já levou à beira da extinção muitos animais da nossa fauna como a ararinha azul, o papagaio do peito roxo e outros, e para que isso aconteça o governo e a sociedade tem que unir forças. O governo deve trabalhar no controle e fiscalização desses crimes como também na criação de centros de recuperação como a Fundação Zoonit, em que esses animais serão tratados e conduzidos novamente à liberdade.E a sociedade deve se empenhar na denuncia, e JAMAIS comprar animais provenientes do tráfico. Se uma pessoa quiser ter um animal de nossa fauna deve entrar em contato com criadores e pet shops especializados para que não estejam correndo o risco de adquirirem animais doentes ou ferozes e também compactuando com um dos piores crimes contra a natureza.
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