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Jibóia

Nome Popular: Jibóia
Nome Científico: Boa constrictor
Classe: Répteis
Ordem: Squamata
Família: Boidae

Características: Habitam as regiões de mata densas, áreas montanhosas, cerrados e pântanos. Passam a maior parte do tempo nas árvores, revezando-se em caçadas e longos períodos de descanso ao sol. Alimentam-se de roedores, pequenos mamíferos, aves e répteis que são caçados através de seus aguçados sentidos de orientação térmica e olfato. As jibóias não possuem veneno e sua forma de matar é feita por asfixia. Elas envolvem a vítima aplicando-lhe uma forte constrição (daí seu nome científico Boa constrictor) até que a presa sucumba e ela então a possa engolir. As jibóias fazem seus ninhos ou em ocos das árvores, ou em amontoados de folhas no chão. Em cada ninhada nascem em média trinta filhotes, dos quais acredita-se que apenas cinco sobrevivam, uma vez que são presas de muitos animais quando filhotes.

Distribuição Geográfica: Estão distribuídas desde o México, até o sul do Brasil.

Estado de Conservação: As jibóias ainda não estão listadas como fortes candidatas à extinção, uma vez que habitam uma vasta área geográfica. Contudo tornam-se cada vez mais raras na natureza em virtude da caça que ainda é muito praticada, como também pelo desmatamento. As jibóias são caçadas tanto para o consumo de sua carne, como também para a utilização de sua pele na confecção de acessórios de vestuário, e ainda pelo tráfico de animais para sua utilização como animais de estimação.

Comentários Gerais: As serpentes de um modo geral têm a elas atribuídas uma infinidade de atributos que vão desde a falsidade, a lascívia, a maldade, a prudência, a libido, a força do espírito, poder, misticismo, a representação da masculinidade e muitos outros. Diga-se de passagem, que tais representações estão presentes em todas as culturas do mundo.

As cobras aparecem desde a Bíblia Cristã, até inúmeros movimentos pagãos. São também os símbolos das ciências médicas, uma vez que estão fortemente ligadas às imagens da cura.

A jibóia em especial, ao contrário de outras cobras que têm veneno, é tida como uma forma ambígua de bondade e maldade. Que mesmo sendo aparentemente inofensiva, tem no seu abraço seu golpe de morte. Os indígenas sul-americanos veneram as jibóias com grande força, mantendo algumas como animais de estimação dos pajés, ou ainda vestindo sobre seu corpo sua pele, para rituais religiosos.

Foi a partir da jibóia, que a figura do Boitatá, personagem folclórico em forma de serpente gigante, foi criado a fim de ilustrar as forças poderosas da natureza. Tais ilustrações garantiram a jibóias feitos incríveis em lendas contadas principalmente no interior, como sendo capazes de engolir animais que têm quatro vezes seu tamanho, e que ainda eram capazes de produzir rituais de hipnose.

Lendas e histórias à parte, temos nesses maravilhosos animais, um verdadeiro exemplo de adaptação ao meio, como também importantíssima função na cadeia alimentar, representando então uma satisfatória importância ecológica. Sendo assim devemos garantir a preservação desses répteis e não permitir mais que sejam caçados, e que tenham suas florestas destruídas.

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