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Pingüim de Magalhães

Nome Popular: Pingüim de Magalhães, Pato do Mar
Nome Científico: Spheniscus magellanicus
Classe: Aves
Ordem: Sphenisciformes
Família: Spheniscidae

Características: Vivem em grandes bandos, que constituem colônias. Ao formarem-se os casais não se separam mais, sendo então extremamente zelosos no cuidado com os filhotes. Habitam as áreas costeiras, ocorrendo ocasionalmente em pequenas ilhas. Tem como dieta principal sardinhas, corvinas, camarões, lulas além de outras espécies de peixes de águas frias. Embora incapazes de voar, uma vez que a família dos pingüins evoluiu isolada na Antártica longe dos predadores terrestres, são exímios nadadores. Alcançam grandes velocidades que aplicam na perseguição de seus pescados, como também na fuga de predadores como orcas, focas-leopardo e leões marinhos.

Distribuição Geográfica: Habitam as regiões costeiras da região da Patagônia no Chile, Argentina e Uruguai. No Brasil existem poucas colônias no extremo sul do Rio Grande do Sul, sendo aqui a maioria dos representantes da espécie são indivíduos imaturos.

Estado de Conservação: População estável, porém sofre grande impacto pela poluição e pelo efeitos do aquecimento global.

Comentários Gerais: O pingüim com seu andar desengonçado, a inteligência e a coloração bem contrastada do preto e branco é uma das espécies de pássaros mais carismáticas do planeta. Todo esse carisma com certeza vem de uma identificação quase que inconsciente dos seres humanos, em virtude da postura ereta dessa ave. Os pingüins, espécie exclusiva do hemisfério sul, sofrem grandes desafios de se manter em função da poluição de vastas áreas do oceano e também pelo crescente aquecimento global. Esse último é ainda mais grave, pois não há como se fazer controle sobre ele. No momento em que as águas esquentam a condição de vida do plâncton, base da cadeia alimentar marinha é alterada, afetando assim a migração e reprodução de muitas espécies de peixes e crustáceos e, por conseguinte de todas as espécies que dependem destas, inclusive os pingüins. É necessária, portanto, a preservação de seus berçários naturais, no caso praias da região patagônica, um maior controle da poluição por parte da indústria e dos governos e em ultima estância um trabalho de todo o planeta contra o aquecimento global. Sendo assim é de extrema importância o trabalho realizado pela Fundação Zoonit em parceria com o Corpo de Bombeiros, no resgate, recuperação e devolução de dezenas desses animais todos os anos, para assim tentar garantir as futuras gerações a presença desses ilustres habitantes do frio.

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