Zoonit - Fundação Jardim Zoológico de Niterói

Papagaio Verdadeiro

Nome Popular: Louro Baiano, Papagaio Baiano,
Papagaio Verdadeiro, Curau e Papagaio Grego
Nome Científico: Amazona aestiva
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psitacidae

Características: Vivem em grandes bandos ou em pares. Muitos indivíduos apresentam um comportamento monogâmico podendo ao logo da vida ter um só parceiro. Vivem em regiões de mata úmida ou seca, palmais, regiões alagadas e beiras de rios. São animais de hábitos diurnos e passam o dia em revoadas a procura de pontos de reprodução e também de alimento. Sua dieta consiste em frutas, bagas, folhagens, sementes e ocasionalmente ovos e insetos. São presas em potencial de cobras, jaguatiricas e aves de rapina. Em cativeiro costumam ser animais extremamente longevos, chegando aos 70 anos de idade.

Distribuição Geográfica: Ocorre desde o Nordeste Brasileiro, sobretudo nos estados do Piauí, Pernambuco e Bahia, como também no Brasil central, como Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Também ocorre no sul do Continente, em regiões do Rio Grande de Sul, como também em partes do Paraguai, Argentina e Bolívia.

Estado de Conservação: Sofre declínio de suas populações selvagens em virtude do tráfico e do desmatamento. Felizmente, por enquanto não está presente na lista das espécies mais ameaçadas de extinção.

Comentários Gerais: Os papagaios em geral são uma das aves mais populares do mundo. São ícone de beleza, alegria e tropicalidade. No entanto toda essa graça e vivacidade que vem do colorido de suas magníficas penas e da capacidade de algumas espécies em imitar a fala humana, levou essas aves à ruína, sendo uma das famílias com maior número de espécies ameaçadas. Desde os primórdios os papagaios foram admirados e capturados pelos povos nativos da América, que os tinham como animal de estimação, ornamentando suas vestimentas com suas belas penas tanto para rituais religiosos, como para demonstração de poder. Quando os colonizadores europeus chegaram ao Brasil, o país com maior número de espécies de psitacídeos no mundo, não foi diferente, um dos elementos de maior destaque em nosso país foram as "maravilhosas e coloridas aves" relatadas assim pelos próprios colonizadores, que foram retratadas nos mapas como forma de identificação das novas terras. Essa relação foi tão profunda que um dos nomes sugeridos para nosso país foi "Terra dos Papagaios". Desde então o tráfico desses pássaros passou a ser aclamado pelos mercados europeus. Mas o fascínio dos homens pelos papagaios antecede a chegada ao Novo Mundo, uma vez que os primeiros pisittacídeos levados para a Europa, chegaram no ano de 300 a.C vindos da Índia. Os imperadores romanos não só capturavam esses animais como também, mantinham o hábito de consumi-los como raros e prestigiados petiscos. Porém essa pratica levou muitas espécies à beira da extinção, e mesmo hoje, quando muitos desses hábitos foram banidos ou sofrem grande proibição o futuro desses magníficos pássaros é incerto. Suas áreas de reprodução estão sendo destruídas, e o tráfico ainda é uma realidade em muitas regiões. Sendo assim para que o "elo de comunicação com os deuses", denominação dos papagaios em culturas antigas, seja preservado é necessária uma conscientização da população para não aderir ao tráfico e um esforço de nossas autoridades em fiscalizar e punir os caçadores, e também preservá-los, criando reservas protegidas da ação humana e incentivando a reprodução em cativeiro. O caso do Papagaio Baiano é alarmante, por ser a espécie, no Brasil, mais procurada para o xerimbabo (hábito de se domesticar esses animais), se tornando então animal freqüente nas mãos dos traficantes.

Voltar

Copyright 2007 - Zoonit - Fundação Jardim Zoológico de Niterói. Todos os direitos reservados.
Criação e Conteúdo Técnico-científico: Roched Seba| Webdesign: Davi Hoelz